Fale Conosco | Mapa do site | RSS  
 
Postado em novembro 7th, 2011

Já parou para pensar em quantas redes sociais existem hoje? É preciso entendê-las, pois sua utilização pode ser uma estratégia fundamental para alavancar as vendas

Por: Bianca Sorrentino

o início dos anos 90, o surgimento da internet mudou radicalmente a vida das pessoas. Atualmente, o foco dos meios digitais foi aperfeiçoado, com a aparição das redes sociais. Twitter, Orkut, Facebook, YouTube, Skype… Há redes sociais para todos os públicos e objetivos. Na era em que tudo se resolve online, é preciso que as pessoas também aprendam a vender pela internet. Por isso, o Marketing Digital é a bola da vez do mundo corporativo!

No Brasil, a internet tornou-se o terceiro veículo de maior alcance social, atrás apenas do rádio e da TV. Segundo dados da pesquisa Ibope NetRating, divulgada em maio de 2010, o Brasil é o país com o maior número de adeptos às redes sociais, com 85% dos internautas conectados. Entre as redes mais populares por aqui, estão o Messenger (com 76% dos usuários), o Orkut (72%), o Youtube (60%), o Twitter (27%) e o Facebook (26%).

Para o consultor, palestrante e escritor Cláudio Torres, autor do livro a “Bíblia do Marketing Digital”, o desenvolvimento das redes sociais acompanha a evolução do mercado de consumo. “O consumidor está mudando, tornou-se mais crítico, seletivo e participativo. Ele já não responde da mesma forma à publicidade ou às técnicas de vendas tradicionais e está em busca de informação e relacionamento. Ele não quer só comprar, e sim relacionar-se com a marca, com o produto e com a empresa. Por isso, o meio corporativo tem que acompanhar esta mudança”, afirma.

Interatividade. Este é o principal diferencial, que torna as redes sociais tão atraentes. Segundo Torres, a possibilidade de envolver-se com o consumidor é o que instiga as empresas a utilizá-las como canais de divulgação, já que, além de oferecer o produto, elas podem ouvir seus clientes e assim corrigir possíveis problemas de atendimento ou fornecimento.

“Na verdade estamos voltando para o modelo mais tradicional e básico de venda, o porta a porta, o cara a cara, com o consumidor. Só que o vendedor não precisa mais bater na porta da casa do consumidor, pois ele está ali, na frente dele, nas redes sociais”, reforça o especialista.

Preço x Vantagens

De acordo com o especialista em E-Commerce e Markting Digital Marco Jr., os investimentos na internet, se comparados com as outras mídias tradicionais são “incrivelmente mais baratos, e em muitos casos, mais eficientes, com resultados muito mais tangíveis”.

“Na internet, é muito mais fácil mirar no perfil de uma pessoa de 20 a 25 anos, do sexo feminino, que resida no interior de São Paulo e que tenha maior poder aquisitivo. E quanto mais você segmenta perfis, mais ganha precisão e corta gastos também” explica.

O especialista em SEO (Search Engine Optimization ou Otimização de Sites, em português) e SMM (Social Media Marketing ou Marketing de Mídia Social) Domicio Neto, explica que o Brasil tem um grande público que as empresas podem explorar por meio das ações de marketing digital, formado pelas classes A e B, que já está praticamente toda inserida no universo digital, enquanto as classes C e D, que estão conquistando o seu espaço na web e garantem um público em potencial.

“Junto com o novo acesso desse público, o aumento das vendas online tornou-se outro fator que contribuirá com o crescimento das ações de Marketing Digital, pois sabemos o quanto as classes C e D utilizam o cartão de crédito para fazer compras e o quanto investem em produtos eletrônicos e nos eletrodomésticos, principal foco do e-commerce”, explica Neto.

Para Torres, o marketing digital atinge as pessoas de maneira diferente das outras mídias, mais permanente, criando vantagens em longo prazo. “Um anúncio em uma revista pode durar um mês, depois você tem que anunciar de novo. No marketing digital, você constrói uma presença constante e sólida, através um conjunto de vídeos no YouTube ou de uma conta no Twitter. A informação repercute durante muito tempo, ajudando a gerar vendas”, completa Torres.

Como garantir que vai dar certo?

“Não existe um molde pronto para garantir se é melhor ou pior investir no marketing digital”, afirma Neto. A explicação dada pelo especialista é que há muitos casos de empresas em que os clientes ainda não estão inseridos no mundo digital. “Não adianta investir nessa mídia somente porque está na moda”, completa.

Segundo Torres, é importante que as companhias façam uso de todas as alternativas de divulgação de seu produto, visando aumentar as vendas. “As empresas devem investir no mínimo 10% de sua verba publicitária em marketing digital. Em algumas empresas, esse investimento pode chegar até a 50%”, afirma.

Há algumas semanas, a fabricante do chocolate Twix entrou na dança do marketing digital e teve um resultado ruim. Em maio, a marca anunciou no YouTube, Twitter e Facebook, que promoveria uma chuva de chocolates. Porém, a ação não aconteceu conforme o esperado e teve uma repercussão negativa na rede.

De acordo com o Diretor Comercial e de Marketing da agência Web Consulting Leonardo Bortoletto, nem sempre a campanha atinge os resultados esperados. Nesses casos, para reverter o quadro, é necessário mais estratégia do que a própria execução da ação.

“Nos casos de repercussão indesejada, o primeiro passo é levantar todas as questões negativas que estão sendo abordadas e trabalhar efetivamente para esclarecê-las. A ação promovida pelo Twix na rede teve repercussão necessária para levar mais de duas mil pessoas até o local indicado para assistir a chuva de chocolates, mas seus organizadores não estavam preparados para tamanha adesão”, explica.

O executivo explica que nessas situações, um posicionamento oficial, tanto da agência quanto da empresa, é necessário. “O melhor a fazer é tentar trabalhar ações positivas junto aos clientes insatisfeitos”, completa Bortoletto.

 “Trabalhar com redes sociais é muito mais do que construir um perfil. É preciso estratégia”, diz. Ele completa sua afirmação com uma dica para quem está no começo deste processo: manter o foco de suas ações em algumas das redes que possuem melhor relevância e que melhor se enquadram no perfil do consumidor que se quer atingir.

Conheça outras redes sociais:

Para fugir da mesmice (Orkut, Twitter, Facebook e Youtube), saiba um pouco mais sobre outras redes sociais:

 - Formspring: Permite aos usuários receber perguntas de outros membros ou de pessoas não cadastradas. Todas as respostas são armazenadas no perfil do usuário e qualquer um pode vê-las.

Flickr: Permite a criação de álbuns para o compartilhamento de fotos e o contato com fotógrafos variados e de diferentes locais do mundo.

Ning: Permite que cada usuário crie sua própria rede social e se associe a outras redes com os mesmos interesses.

Sonico: Parecido com o Orkut, possibilita o compartilhamento de dados entre os usuários e o recebimento de notícias. O diferencial da rede é a segurança.

MySpace: Possibilita o compartilhamento de fotos, blogs, músicas e perfis de usuário. Muito utilizada por cantores e bandas.

Linkedin: Rede de negócios utilizada por profissionais para manter um currículo e compartilhá-lo com outros usuários.

Foursquare: Este localizador possibilita a indicação do local onde a pessoa está e aonde quer chegar. Assim que o usuário chega ao local desejado, há a possibilidade de avisar seus amigos, via Twitter ou Facebook.