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Postado em agosto 8th, 2011

Saiba a hora de se comunicar e a hora de ficar calado

Por: Roberta Squarcine

Toda vez que você recebe aquela ligação de oportunidade de trabalho que esperava há meses é sempre a mesma história: o coração dispara, a voz falha, e a sensação de soco no estômago vem à tona. À espera na ante-sala em que será entrevistado, as pernas começam a se agitar, as mãos se põem a batucar, e você não consegue lembrar nem da metade do texto que havia decorado.

Mais pessoas vão chegando, e você se põe a perguntar se todos eles estarão competindo pela mesma vaga. Então uma moça simpática se dirige até você e diz que o Sr. Fulano de Tal o espera para a entrevista: “assim que estiver pronto, pode entrar”.

Mas é óbvio que você não está pronto! Há uma tênue linha que separa o sentir-se e o estar preparado para uma entrevista. Com a garganta seca e as mãos meio trêmulas você entra na sala e a porta atrás de si fecha , como se fosse uma casa mal assombrada. Então o resta é uma imensa lacuna do que foi dito naquela sala, pois você não consegue entender o porquê de não ter sido aprovado para o cargo.

O internacionalista, Thiago Jardim, confessa que apesar de saber quando não foi muito bem em uma entrevista com headhunters ou gestor de uma empresa, não sabe bem ao certo em que ponto perdeu a linha de raciocínio: “Às vezes perdemos o “fio da meada”, e eu sei que é por isso que os headhunters nos deixam tão à vontade para falar. Sei que estão testando nossa capacidade de sermos sucintos”.

Entender o que os headhunters querem de um profissional e saber como funciona os bastidores da contratação é essencial para que você consiga conquistar o trabalho dos sonhos. Não se trata apenas de boa aparência, roupa adequada, comunicação sem ruídos, modo de se portar, gesticular na medida certa, medir palavras e parecer entusiasta, trata-se do que não foi dito: o minimalismo.

O mundo das grandes corporações é minimalista, isto é, onde menos é mais. Entretanto, por mais que esta prática pareça simplória, ela requer sabedoria e cautela, pois a premissa é inversa a todas as demais culturas. Lembre de quantas vezes você já não se flagrou pensando em tudo o que teria para dizer a seu respeito em uma entrevista.

Frases como “eu sou” ou “eu fiz” soam como enfadonhas depois de um determinado tempo.  Há também que se tomar cuidado com as informações escritas no Curriculum Vitae, pois o candidato que afirmar que seu nível de inglês é avançado ou fluente, certamente poderá contar com uma entrevista  no idioma selecionado. Mesmo que você possua um bom inglês, opte por colocar um nível inferior, pois desta forma você surpreenderá o headhunter.

Ao ser interrogada sobre os principais motivos que levam a desaprovação do candidato, a recrutadora Bruna dos Santos ratifica a ideia do minimalismo: “existem candidatos que são tão prolixos  e falam tanto, que chega a dar sono”.Contribui para uma resposta negativa ao cargo, quando o candidato tem reação totalmente inversa: não se expressa muito e também não transparece sinceridade. “Já no cumprimento do candidato, percebemos bastante de sua personalidade”, conclui a entrevistada.

Fique atento

Além dos costumeiros erros de português, tanto na entrevista oral, quando no currículo, há que se prestar muita atenção ao inglês, já que hoje há mais empresas que contratam pessoas com duas línguas fluentes. Mantenha-se alerta aos chamados Falsos Cognatos. Segue abaixo as trocas mais comuns, realizadas em uma entrevista, com as palavras da língua americana.

Actually (adv) – na verdade …, o fato é que …

Adept (n) – especialista, profundo conhecedor

Agenda (n) – pauta do dia, pauta para discussões

Application (n) – inscrição, registro, uso

Appointment (n) – hora marcada, compromisso profissional

Argument (n) – discussão, bate boca

Assume (v) – presumir, aceitar como verdadeiro

Audience (n) – platéia, público

Commodity (n) – artigo, mercadoria

Competition (n) – concorrência

Comprehensive (adj) – abrangente, amplo, extenso

Compromise (v) – entrar em acordo, fazer concessão

Data (n) – dados (números, informações)

Deception (n) – logro, fraude, o ato de enganar

Educated (adj) – instruído, com alto grau de escolaridade

Eventually (adv) – finalmente, conseqüentemente

Expert (n) – especialista, perito

Fabric (n) – tecido

Intend (v) – pretender, ter intenção

Office (n) – escritório

Parents (n) – país

Propaganda (n) – divulgação de ideias/fatos com intuito de manipular

Realize (v) – notar, perceber, dar-se conta, conceber uma ideia

Requirement (n) – requisito

Service (n) – atendimento

Support (v) – apoiar