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Postado em maio 18th, 2011
Como o mito da mensuração e a fragilizada comunicação corporativa ajudam a construir uma imagem consolidada
Por Roberta Squarcine Existe um mito que circunda a cabeça de muitos empresários, de que trabalho bem feito é aquele que pode ser mensurado em pontos positivos. Não se sabe muito bem de onde partiu este pressuposto, mas uma conclusão certeira pode ser tirada: não há mensuração capaz de quantificar de forma precisa a eficácia de uma determinada ação. O que se pode dizer é que existe uma somatória de medidas que formam a cultura organizacional, sendo esta a responsável pelos méritos das conquistas alcançadas. Empresários não investem na comunicação corporativa, muitas vezes, porque sua efetividade será refletida depois de um tempo de aplicação e profissionais que visam o lucro, não acreditam em planos estratégicos que não são transformados em valor financeiro imediato. Sobre isto, o jornalista com amplo conhecimento na área de comunicação organizacional afirma: “Convém lembrar que, no Brasil, a relação comunicação/eficácia/produtividade sempre esteve muito relacionada ao lucro. Comunicação, na visão da maior parte dos empresários, deve dar lucro, deve trazer resultados imediatos”. Evidentemente existem estratégias organizacionais que auxiliam na construção de uma imagem positiva, sendo a principal delas, a valorização do funcionário. Isto é, funcionários satisfeitos tendem a criticar pouco seu local de trabalho. A comunicação empresarial focada na valorização do funcionário contribui para o fortalecimento da marca. Um bom exemplo é a empresa norte-americana Starbucks Coffee, que construiu sua marca e reputação, apostando em fortalecer e solidificar a cultura da empresa de dentro para fora. Segue esse ideal com tanta veracidade, que chama cada um dos funcionários de “parceiro”. Em entrevista a outro meio informativo, o presidente Howard Schultz explica a filosofia: “Construímos a marca Starbucks em primeiro lugar com nossa gente, e não com os consumidores, porque acreditávamos que essa era a melhor maneira de atender e superar as expectativas de nossos funcionários que apreciavam o valor de um bom café”. Para refletir Uma vez, o oi um economista britânico John Maynard Keynes disse: I would rather be vaguely right than precisely wrong. (Eu prefiro estar vagamente certo do que precisamente errado). |
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