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Postado em julho 27th, 2010

Publicado em: 26/07/2010 11:27h / Por: Luiz Marins
Portal Eu Sei Vender – www.euseivender.com.br

Recebi de um assinante das mensagens semanais Motivação&Sucesso a sugestão de escrever sobre o que ele chamou de “estrelismo” de alguns colegas, segundo ele, principalmente dos mais antigos, e suas consequências para a empresa.

Estrelismo é querer aparecer, querer ser estrela. Muitas vezes também significa ter um comportamento arrogante de querer ser tratado (a) como estrela (ou astro), pois o estrelismo também se refere a pessoas do sexo masculino.

Muitas vezes o estrelismo é causado pelo fato do funcionário mais antigo ter informações que outras pessoas não possuem sobre o passado da empresa, sua história, etc. Muitas vezes o estrelismo tem como causa a proximidade com a direção ou chefias. Pessoas que trabalham muito próximo à diretoria podem começar a pensar que também são diretores e ter comportamentos de estrelismo.

Certa vez fiz um trabalho num hotel de luxo que recebia artistas famosos e até príncipes e princesas. Os hóspedes comuns reclamavam do estrelismo dos garçons e camareiras, que de tanto atender príncipes e princesas, estavam se achando igualmente membros de alguma família real e tratavam hóspedes comuns com arrogância e desdém.

Algumas funções são mais vulneráveis ao vírus do estrelismo. Secretárias devem tomar muito cuidado para não se esquecer que sua função é servir. Motoristas de diretoria muitas vezes podem pensar que detêm cargos de direção. Só que sua direção deve ser apenas o volante do automóvel e não a direção da empresa. Da mesma forma as pessoas que cuidam das áreas financeiras, controle, auditoria, que têm “a chave do cofre” e que às vezes se esquecem de que eles podem ter a chave, mas o cofre não é deles. O mesmo pode ocorrer com as áreas técnicas, de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, recursos humanos e, na verdade, em qualquer setor. É preciso cuidado e muita humildade para não se deixar contaminar pelo vírus do estrelismo.

O estrelismo é prejudicial à empresa, é claro. Mas é ainda mais prejudicial àqueles que se sentem estrelas ou astros, pois poderão ser vítimas do afastamento das pessoas. O vírus do estrelismo é muito perigoso até mesmo para artistas, desportistas, políticos, e muitas vezes mortal para o sucesso de qualquer pessoa.

Pense nisso. Sucesso!


Luiz Marins é antropólogo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior, com 23 livros e mais de 300 vídeos e DVD’s publicados. Empresário de sucesso nos ramos de agronegócios, educação, comunicação e marketing, seus programas de Televisão estão entre os líderes de audiência no Brasil. Fundador da Anthropos Consulting, a primeira empresa mundial de Antropologia Empresarial.